CICLONES TROPICAIS DO ATLÂNTICO – Porque se formam e como evoluem?

CICLONES TROPICAIS DO ATLÂNTICO – Porque se formam e como evoluem?

Gostava de saber um pouco mais sobre os furacões?

Em primeiro lugar, os ciclones em questão podem ser tropicais ou subtropicais, conforme se formem num trópico ou numa zona subtropical (acima do trópico no Hemisfério Norte).

Na imagem seguinte podemos ver que a zona tropical é a latitude a vermelho e a zona subtropical a latitude a amarelo, sendo a zona a verde a de clima temperado e a zona azul esverdeado, a zona polar ou subpolar.

Os ciclones de características tropicais ou subtropicais começam por ser uma “onda tropical” que de uma forma simplificada é uma zona depressionária formada por um aglomerado de nuvens que acabam por se organizar e formar precipitação intensa e trovoadas intensas.

A partir daqui, a evolução da onda tropical é acompanhada de perto e quando acaba por ganhar organização é designado de “INVEST”. No caso do Atlântico o Invest tem números (90 a 99, voltando ao 90 quando se nomeia o 99) e no final a letra L que representa a zona do globo, o Atlântico (Invest 97L, por exemplo).

A partir deste momento, além dos modelos globais, também os modelos dos furacões começam a acompanhar de perto a evolução e surgem as primeiras possíveis trajetórias.

A evolução seguinte é para Depressão Tropical, à qual se junta o número do ciclone do ano correspondente. Isto quer dizer que se já houve 5 ciclones, o próximo será a depressão tropical 6.

A partir daqui (Tempestade Tropical e Furacão) começa a nomenclatura alfabética (com os tradicionais nomes).

Como distinguimos o ciclone entre Depressão, Tempestade e Furacão?

O principal critério para a classificação da intensidade do ciclone é o vento máximo (não as rajadas) e a escala que o avalia é a Escala de Saffir-Simpson que na tabela seguinte mostra na primeira coluna a caracterização do ciclone (abaixo dos valores de ventos da Tempestade Tropical fica a Depressão Tropical), na 2ª e 3ª os ventos sustentados em milhas por hora e km/h, na 4ª coluna a maré de tempestade média associada e a 5ª coluna a pressão no centro do ciclone:

O que eles mais e menos gostam para evoluir ou dissipar?

Importa perceber que existem vários fatores que influenciam o desenvolvimento dos ciclones, entre os quais, os mais importantes são:

  1. Águas mais quentes, com maior evaporação (quanto mais quentes maior probabilidade de evolução);
  2. Baixo cisalhamento ou gradiente de vento (quanto menor a diferença entre a direção e intensidade dos ventos nos primeiros níveis da atmosfera mais favorável para o ciclone);
  3. Reduzida poluição atmosférica (quanto menor, mais favorável ao ciclone).

Finalmente importa salientar que os grandes furacões costumam fazer regeneração do olho ciclicamente. Para isso, acabam por perder propositadamente alguma intensidade de forma a quase “descontruir” o olho, para depois o regenerar e, por vezes, se intensificarem ainda mais. Abaixo duas imagens (a primeira propriedade da NASA) do Furacão Katrina que foi um dos mais mortíferos de sempre.

Em termos de nomenclatura, os nomes repetem-se a cada 6 anos, o que significa que em 2021 temos os mesmos nomes de 2015, com exceção dos furacões mais mortíferos ou destrutivos, cujo nome é retirado da lista para sempre.

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