Ciclone/Depressão/Anticiclone

Ciclone/Depressão/Anticiclone

A palavra em si mete medo? Sim, claro mas sabia que nem tudo é assim tão agressivo?

De uma forma simples e prática, na nossa atmosfera há anticiclones e ciclones!

Os ciclones não são mais que depressões com cavamento em termos de pressão. A exceção em que uma depressão não será de todo um ciclone são as depressões de caracter térmico (depressões isoladas em altura, as tais bolsas de ar frio em altura que não apresentem cavamento à superfície em termos de pressão).

Sabemos que a palavra ciclone envolve um enorme terror nas pessoas e por isso mesmo muitas vezes falamos de depressões, mas não fique preocupado só porque ouve falar em ciclone…eles são o lado das baixas pressões que contraria as altas pressões dos anticiclones…como em tudo, o somatório é o equilíbrio pois geralmente grandes anticiclones defendem territórios de grandes depressões ou ciclones (seria estranho chamar antidepressivo ao anticiclone, certo?).

Os ciclones são então depressões que têm baixo geopotencial em altura mas que igualmente têm uma pressão no centro baixa (independentemente do valor e que sobe à medida que nos afastamos do seu eixo) e os ventos rodam no hemisfério norte no sentido contrário ao ponteiro dos relógios (no sul é ao contrário).

Em contrapartida, os anticiclones são núcleos de elevado geopotencial em altura e de elevada pressão no centro (diminuindo para a extremidade) e os ventos nas suas extremidades rodam no hemisfério norte no sentido dos ponteiros do relógio (contrário no hemisfério sul). Na imagem seguinte conseguimos ver os ciclones representados pela letra “L” (de Low/Baixa Pressão) e os Anticiclones por “H” (de High/Alta Pressão).

Depois há vários tipos de ciclones ou depressões, de acordo com a zona onde se formam, sendo os principais:

  1. Depressões ou ciclones tropicais – Que se formam nos trópicos (Depressões e Tempestades Tropicais e ainda Furacões;
  2. Depressões ou ciclones subtropicais – Semelhantes aos tropicais, mas que se formam em zonas subtropicais (como a Madeira ou Açores);
  3. Depressões ou ciclones extratropicais – Que se formam em águas frias mas que apresentam elevado cavamento e potencial destrutivo por ventos e precipitação forte resultado geralmente de um rápido e explosivo cavamento (ciclogénese explosiva, ou seja, pressão no centro a descer pelo menos 24hPa num dia). Podem resultar de um processo de arrefecimento das águas num anterior ciclone tropical ou subtropical!

Na imagem seguinte podemos ver a azulado e verde as zonas onde geralmente se podem formar os ciclones extratropicais, nas zonas a laranja onde se podem formar os ciclones subtropicais e na zona a vermelho onde se podem formar os ciclones tropicais.

Por isso, só por si e a menos que se fale em ciclogenese explosiva ou em ciclone extratropical, tudo o que não tenham características tropicais ou subtropicais serão depressões ou ciclones normais, que todos os dias militam na nossa atmosfera.

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